03-07-2017 – Amamentação

Quando enfim consegui entregar nas mãos de Deus o sono do meu bebê e descansar, já eram mais de 8:00h da manhã. Dei graças porque tive o privilégio de ter uma rede de apoio forte nessa primeira semana, que me permite recuperar as forças pra mais uma jornada de “dar mama, cagar, dormir”.

Mas até as 8:00h, eu não conseguia mais fazer nada, e mais uma vez a amamentação foi prejudicada. Me lembrei que uma amiga me disse que nesta fase o bebê ainda está ligado a mim. E fiquei (mais uma vez) me culpando por tá passando uma preocupação e uma tristeza para meu filho, e impedindo ele de comer, e adquirir os nutrientes necessários para seu crescimento nesse primeiro mês.

É exatamente isso, culpa atrás de culpa, Meu DEUS! Eu acho que a coisa que Pietro mais escutou de mim desde que nasceu foi “eu te amo” e em seguida “desculpa bebê”. Peço desculpa se ele soluça, se ele chora, se ele caga ou mija, peço tantas desculpas que nem é minha culpa que acredito realmente que pode ser até que seja.

Mas depois de conseguir dormir, quando acordei mais tranquila, com um tantinho de confiança recuperada, consegui dar mama a ele direito, o bichinho tava tão cansado dessa minha loucura que dormiu bem muito depois disso,

–  mais uma vez: Desculpa bebê! –

De novo eu vi o poder da amamentação, o cuidado que a gente como mãe tem que ter com nós mesmas para que nosso bebê fique bem. É uma rede, uma via de mão dupla. Cuidar de mim, para que ele fique bem, e cuidar dele para que eu fique bem. Não é fácil, muito menos simples.

Vi também a importância de uma Rede de Apoio de mulheres ( aqui no caso, as vovós superpoderosas)  que entendem o quão complexo é o trabalho da amamentação, e que te ajudam a se manter firme para que tudo ocorra bem. E também o quanto é importante um Papai, que entende inclusive que não irá entender certas coisas, e em vez de dizer o que tem que ser feito, ele se desdobra em 1000 para buscar um ambiente calmo e cooperar para que a mulher consiga amamentar.

E termino mais uma vez agradecendo a Deus por ter me dado essas coisas, e principalmente por entender que tudo isso é um privilégio que muitas mulheres não tem. Por isso se você conhece alguma gestante ou mamãe que não tem uma rede de apoio, crie uma pra ela, se possível. Seja um apoio. Um dia, algumas horinhas, já fazem milagres!

 

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