Eu assisti: 13 Reasons Why

           Esse era o motivo que eu estava precisando pra tomar coragem e vir conversar com vocês aqui sobre essas coisas tensas da vida. Porque é sobre isso que o novo seriado da Netflix “13 Reasons Why” fala em seu enredo. A Serie produzida por Selena Gomes (sim!!!) e Tom MacCarthy e baseada no romance de Jay Asher, conta a história de Hannah Baker (Katherine Langford) uma menina que antes de suicidar gravou 13 fitas contando os motivos que a levaram a tomar essa decisão. Apesar da história ser sobre Hannah nós acompanhamos tudo pelo ponto de vista de Clay (Dylan Minnete) que nutria uma paixão pela garota e algumas semanas após seu suicídio recebeu as fitas.

                A série  mostra logo de cara que vai falar sobre temas difíceis. E o que torna ainda mais complicada essa missão é o publico alvo da série: Adolescentes. Mas não se engane, apesar de ser ambientada em um universo teen, os assuntos abordados fazem todos nós refletirmos muito. Por isso resolvi desenvolver essa minha experiencia de assistir a série, em 3 coisas que pude aprender com 13 Reasons Why:

Empatia

Acho que entender que as pessoas são diferentes e por isso lidam com as coisas de maneiras deferentes, é o grande X da questão dessa série. Apesar da história ser de Hannah e ser ela que narra os eventos da vida dela, observamos tudo pelo ponto de vista de Clay, isso e o fato da série ser essa dobradinha entre flash back e o tempo “atual” deixa nítido as diversas percepções sobre os fatos apontados na história. Chegamos inclusive a entender que nem todos os motivos que levaram Hannah a cometer suicídio, tinham de fato a intenção de destruí-la, foi exatamente a falta de empatia que fez com que história tomasse o rumo que tomou.

O mundo é muito mais que nosso próprio umbigo.

Talvez isso seja empatia também, mas ainda assim merece um destaque. Muito dos motivos que levaram Hannah a morrer, acaba se resumindo ou a “antes ferrar ela do que eu” ou a uma falta de atenção aos sinais que ela tava dando sobre como aquela dor era grande. A verdade é que ninguém acha que aquela pessoa que você conhece seja capaz de chegar a esse ponto. O suicídio nunca é esperado, mas não é por isso que ele não aconteça, então mais uma vez, a história de Hannah Baker nos alerta a prestar atenção as coisas que estão ocorrendo ao nosso redor, inclusive às pessoas próximas, a aquelas que a gente nunca imaginaria que poderiam pensar em dar fim de sua vida.

Se tá difícil sozinho, não se canse em procurar ajuda.

Esse ponto eu me apeguei principalmente pela experiencia das coisas que já vivi, incluindo nos últimos meses. Nos conhecer é de extrema importância pra entender quais são nossos limites e reconhece-los. Quando já não estiver dando mais pra suportar a nós mesmos e nossa vida, é importante procurar uma ajuda, de uma maneira clara, por mais chato e difícil que seja falar dessas coisas que na verdade, nem nós entendemos direito, a gente precisa ser forte, e dar mais uma chance a nós mesmos. Hannah (na minha opinião) por mais que quisesse procurar ajuda, ela não conseguiu ser tão clara, principalmente com a família. É certo de que assim como na série, falta empatia de todos no mundo real, as pessoas, e nós mesmos, estamos todos muito ocupados com nossos problemas, e a ultima coisa que alguém quer, é ser mais um fardo na vida de alguém. Mas ainda assim precisamos ser persistentes e não ter vergonha de pedir ajuda. Se estiver se sentindo muito só, procura posto de ajuda, telefones na internet de centros de apoio, e se tiver recursos procura ajuda profissional logo. Não há desmérito em ter nossos momentos de fraqueza, todo mundo tem.

             Por fim, a Série consegue mesclar bem a responsabilidade de falar de assuntos tão difíceis, com o universo teen que costuma a ser brando. Existem ainda muito mais pontos que podemos trazer pra nossa vida. Então, caso tenha assistido e aprendido mais alguma coisa, comenta aqui embaixo!

              E um convite: Sejamos mais empáticos, vamos parar de achar que só porque você conseguiu as superar, ou só porque certas coisas não te afetam, que isso não vai afetar a vida de outras pessoas. Usar com sabedoria a nossa “liberdade de expressão” e parar de achar que o mundo é o seu perfil de Facebook, onde você “fala mesmo” e é “escroto” por diversão. Inclusive, vamos parar de dar ibope a atitudes erradas, que machucam as pessoas. Vamos exercitar a compreensão, ter honra ao se desculpar, e perdoar também, afinal porque não? Rumo a um mundo melhor!

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