A Linha Tenue

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Ultimamente eu tenho andado sempre no limite. Não foi minha opção, tem acontecido. Tudo pra mim tem sido um “vai ou racha” uma especie de “ou deu muito certo, ou deu muito errado.” Tenho me sentido numa corda bamba, a qualquer momento eu posso desabar, tá muito difícil me manter aqui em cima  e eu realmente quer chegar ao outro lado sã e salva. Eu tô muito frágil e sensível, e eu nem sei o porque. Mas eu realmente estou odiando essa fase, embora tenha chegado a conclusão de que ela é muito necessária para minha construção como pessoa.

Acho que é porque, pela primeira vez na minha vida, eu tenho permitido me arriscar. Eu estou insistindo em algo que quero muito fazer embora não sinta que o ambiente ao meu redor seja favorável a essa minha escolha. Tudo tem dito: “Pare com isso, não tá dando certo” e eu tenho insistido como nunca tinha feito antes com nada. Se fosse a Raisa de 2 anos atrás já tinha mudado de planos. Mas aqui estou eu, embora sempre ocorram pensamentos de desistência, eu estou aqui insistindo em meus planos, criando novas estratégias, me superando todos os dias.

Eu ainda não decidi se isso é esse romance todo que pintam nos textos de autoajuda. ” Nunca desista, persista”. A verdade é que dói muito. Eu me sinto como se estivesse me ferindo com um corte profundo cada vez que optasse pela persistência, e na real, eu não tenho certeza de que estou certa. Eu não sei se um dia alcançarei meus objetivos, não sei se estou sendo boa no que faço, se realmente vai valer a pena insistir tanto nisso. Mas precisava tentar fazer isso alguma vez nessa minha mera existência. Nem que seja pra chegar  a conclusão de que “Não vale a pena”.

Nunca me senti tão sozinha quanto nesses dias, por um lado é reconfortante, por outro é frustrante. O conforto vem, porque nunca confiei em pessoas, eu nunca conseguir de manter as minhas esperanças em outra pessoa que não fosse eu. Minhas escolhas sempre foram pautadas em coisas que eu sabia que poderia fazer só. Mas para que essa trajetória que eu escolhi dê certo, eu preciso de pessoas. E aí entra o lado da frustração, as pessoas não estão correspondendo as minhas expectativas, e eu realmente não as culpo. Foi eu quem não lhes dei confiança, eu não soube conquistá-las, não consegui toca-las de tal maneira que soasse um convite nítido para me acompanhar nessa jornada. No fim, tudo é isso me soa mais um motivo para que largue tudo pro alto : “Você não está sabendo fazer isso direito, você não nasceu pra isso, desista.” 

E assim tenho vivido, nessa linha tênue. Entre insistir e desistir. Não sei o que vai ser, sigo insistindo, quero permanecer assim por um tempo, não tem sido bom, mas tenho aprendido muito. Essa é a beleza da coisa.

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Um comentário sobre “A Linha Tenue

  1. Ao ler o texto me lembrei do filme “Julie e Julia” já assistiu? É um dos meus favoritos, por carga emocional. Nada da certo, e Julie se ver em crise, mas há um compromisso na continuidade, compromisso esse que até hoje não alcancei, mas desejo pra você está vitória. O caminho permanece escuro, e cheio de espinhos, queria escrever muito… mas não sei…, então concluo em Cristo que prossegue em ser a luz do mundo, que nEle eu consiga confiar.

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