Mudando de Opinião

Em que tempo você vive? Nossas experiências individuais fazem com que cada um de nós tenha o foco em algum momento de nossas vidas. Certos indivíduos vivem focados no passado, relembrando situações, sempre com saudade de algum ponto que já se foi ou até mesmo vivendo o arrependimento de ‘oportunidades perdidas’. Outros andam no mundo da lua, sonhando acordados com os planos e ações para o futuro. Pessoalmente, sempre fui (se não me falha a memória) adepto da vibe de manter o foco no presente, que como o próprio nome sugere, é uma dádiva. Mas é claro que voltar os olhos para outros momentos da vida é essencial para uma auto reforma constante do ser.

Falando em passado, como você era há, digamos, mais ou menos cinco anos atrás? Como você falava e se vestia? Com quem andava? Qual era a cor, o tamanho do seu cabelo? O que mudou? Para quem vê o passado de forma negativa, cheio de arrependimentos, sugiro que visualize em vez disso o que mudou, percebendo que apesar da impressão de uma vida ‘estagnada’, estamos sempre em movimento. De novo bato na tecla de que não é tudo igual na rotina, mas dessa vez convido a quem interessar, a refletir sobre como nossa visão de mundo muda com o tempo, e como enxergamos isso também no outro.

Todo mundo conhece pelo menos uma pessoa que se mostrou bastante diferente em um curto período de tempo, ou que também se identifique com esse ato de ‘vira casaca’. Porém, percebo que muitos tem o hábito de resistir à mudança do outro, como se a repentina mudança de opinião e de agir de outras pessoas fosse ilegítima ou forçada. Principalmente quando questões políticas, sociais e alguns preconceitos estão envolvidos, ou quando alguém adere a uma ideologia há muito contemplada por nós. Quem nunca falou/ouviu alguém falar “Fulano não era assim, desde quando se importa com isso? Tem alguma coisa errada…”.

É certo que alguns conceitos não mudam assim tão facilmente. Mas devemos nos despir da ideia de que sabemos o que se passa na mente alheia, e de tentar determinar quando tal mudança começou. Não nego que viajar entre sentimentos extremos é perigoso. Mas tentar negar a mudança de alguém, mesmo que para nós seja súbita demais, é fechar os olhos para a própria mente, que passa por tantas ‘divergências de informação’ quanto qualquer outra. E se mudamos tanto, por que frear a trilha alheia? Se for para a pessoa mudar, ela vai mudar, e se arrepender, pode apostar que não volta a ser o que era do mesmo jeito. Viagens à parte, se a mudança envolve a desconstrução de algum preconceito, ela deve ser encorajada. Estar aberto à mudança é porta de entrada para uma vida melhor e atrai coisas boas, disso não há dúvida.

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