Dê um rolé

Estive pensando em como começar a escrever para o blog e achei que pode ser muito interessante compartilhar as ideias que estou tendo para organização e decoração do quarto que aluguei aqui no Rio (sou feirense e me mudei pra cá há cinco meses, um dia conto essa historia). Agora que decidi ficar quero deixar meu cantinho mais aconchegante e tudo deve ser fácil de remover, porque é aluguel.

Massssss, hoje me aconteceu algo tão incrível que as ideias para meu quarto se tornaram secundárias e tema para o post seguinte. Hoje eu conheci Toninha.

Maria Antonieta veio até mim, sorriu e começou a conversar. Eu estava passeando com uma amiga pelo jardim do Palácio da Republica quando vimos um grupo de terceira idade tocando musicas, cantando e dançando, daí decidimos sentar para observar.

Enquanto eu desenhava aquela cena bonita que Toninha se aproximou. Ela falou que estava cansada de ficar onde estava e veio até nós porque ela não consegue ficar muito tempo parada. Ela deu uma requebrada no ritmo do samba que tocava ao  fundo e depois pediu para se sentar entre nós, disse que amava “fazer nada com os outros”.

Toninha nos contou brevemente seus 90 ANOS de vida. Ela nasceu na Argentina em 1925, veio ao Brasil em 1938 e isso explica o seu português perfeito. Ela já pintou, fez escultura, escreveu poesias (nos recitou algumas!), fez mapa astral e hoje em dia está por aí curtindo a vida. Toninha nos mostrou seu livro que foi lançado em seu aniversário novembro passado, ele se chama “Ah! O amor…”.

Chocada com tanta vivacidade e independência nesta idade eu perguntei a ela qual o segredo: “Sorrir assim como você sorriu pra mim, é isso! Ando entupida de amor e ele vai saindo,saindo, saindo…”.

Ela também me deu conselhos sentimentais (o diálogo é muito importante!), perguntou meu signo e independente do que eu creio descreveu toda a minha teimosia rapidinho. Ela cantou em italiano e mostrou orgulhosa a foto dos bisnetos. Trocamos telefone, ganhei uma poesia e depois ela foi embora.

E eu fiquei daquele jeito, pensando em todas as preocupações tolas que tive porque talvez me achasse velha para qualquer coisa que tenha tido vontade de tentar. Toninha me brindou nesta tarde com sua lição de que não somos velhos, somos livres e podemos sempre fazer algo novo, seja lançar um livro, dançar e cantar num parque ou até fazer novos amigos.

Pensei também sobre a quantidade de pessoas maravilhosas que existem por aí, precisamos sair e sorrir para que elas tenham coragem de chegar até nós para compartilhar amor.

Eu desejo ser como Toninha, e é isso que pretendo fazer no blog, inspirar!

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2 comentários sobre “Dê um rolé

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