Uma Pagina do Diario Esquecido de Matt

     Ok pessoal, eu tava aqui vasculhando minha gaveta procurando mais uma de minhas relíquias pra compartilhar hoje com vocês, quando me deparei com um pequeno trecho do que poderia ser uma fanfic de uma das milhares de séries que assisto. Essa, em especial foi uma das primeiras que comecei a acompanhar The Vampire Diaries. Fiz esse texto com um, se não o personagem mais interessante da série aos meus humildes olhos de telespectadora: Matt Donovan.
Sei que pra quem acompanha deve tá achando que sou louca mas leia o texto abaixo e tente me entender. E pra quem tá perdido porque nunca viu The Vampire Diaries na vida, vou tentar contextualizar.
   Matt não é o personagem principal, ele na verdade tá na ultima classificação dos secundários. A história conta história de humanos e vampiros, e depois só de vampiros e de todos os amigos que antes eram humanos, matt foi o único que permaneceu intacto. Sendo “util” apenas em um ou dois episódios. A história dele sempre me pareceu ser incrivél, mas nunca foi explorada. Na verdade ele é como todos nós: mais um normal, que na verdade não é normal, mas que é taxado por si mesmo e pelos outros como desinteressante. Me apeguei ao Matt (pelo título do blog vocês devem imaginar o porque). Enfim, vamos deixar de lalação e vamos a pagina do diário esquecido de Matt Donovan.

Me lembro de quando as coisas eram normais, eu devia ter uns 3 anos de idade, minha mãe costumava a me colocar no colo no fim de tarde e ficar contando histórias infantis de amor, proteção e coragem, para que eu crescesse e fosse um homem bom, melhor do que os caras que futuramente ela iria se envolver, eu sorria para ela e a ajudava a cuidar de minha irmanzinha, que na minha mente era a coisa mais linda e incrível que já tinha visto, era meu objeto de amor maior, alguém tão frágil e sensível que eu tinha que cuidar e proteger de todo o qualquer mal. 

Eu cresci, e como adolescente me entreguei aos devaneios da futilidade, nesta época as coisas já não eram mais normais, minha mãe depois de se envolver com outros mil e tantos mal-elementos ficava a maior parte do tempo bêbada, não cuidava mais de mim nem da minha irmã. Eu por outro lado parei de ficar chateado com ela e passei a cuidar da minha própria vida pra desviar toda essa raiva e decepção que eu sentia da minha mãe. Errei, deixei de ser o herói de minha irmã e ela se tornou uma drogada mal vista entre meus amigos. A verdade é que eu me preocupava com ela, mas não tinha ação diante das atitudes, entendia tudo como sendo fruto do que a minha mãe plantou. E então enfim, minha mãe largou a nós dois de vez. Por um lado foi um asseio, mas por outro eu me sentia totalmente destroçado por dentro.

Em minha capa de bonitão de ensino médio, me divertia com meus amigos e me apaixonava pelas garotas, uma em especial, que fez de uma boa parte da minha adolescência um pequeno trecho do que poderia ser uma das histórias que minha mãe me contava quando eu era pequeno. Ela era linda, a mais bonita da escola, meiga, prestativa, popular, mas como toda história tem um fim, um dia eu descobri que o “nosso amor” era apenas meu e ela me deixou. Pouco tempo depois apareceu ele, o primeiro deles na verdade, um cara posudo, bonito, com um jeito estranho sombrio, conquistou minha garota. Depois então veio o irmão dele também querendo a minha ex-garota. E como se não bastasse isso ainda tinha o problema da minha irmã, que um dia apareceu morta. 

Agora então o que eu achava que já era complicado se tornou um complexo de horrores, coisas que eu nunca pensei que pudessem acontecer, Meus amigos deixaram de ser meus amigos, se tornaram outra coisa, era como um vírus supernatural, enquanto a mim, ia sobrevivendo… Titubeando, sem ação, vendo todos ao meu redor se transformarem e eu apenas querendo me esquivar desse circo de horrores. Cada dia mais sozinho, cada dia mais dispensável. Se antes eu já não me sentia parte de um mundo ” perfeito” agora também não fazia parte de um mundo ” imperfeito”.

A cidade enfim virou um caos publico. Eu tive que ser forçado a aceitar as coisas como estavam, e passei a dar prioridade Acima de tudo as pessoas que eu tinha, ao resto de amor e amizade que sobraram em minha vida, decidi fazer de tudo para cuidar deles, porque aquilo era tudo o que tinha me restado. E enquanto ao meu ego e minha vida, todos os dias eu durmo e ainda acho que vou encontrá-la. Em um mundo onde eu possa me adaptar como nunca me adaptei.

A vocês amigos, estou aqui para o que precisarem, dando minha colaboração, tirando alguma vantagem do fato de eu ser esquecido. E a mim mesmo, vou me cuidar, usar o resto do que possa significar uma vida sendo o que minha mãe sempre quis que eu fosse: Um homem íntegro, bom e CORAJOSO.

M.D.

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