Vaidade

Esses dias eu estava bastante ocupada com as coisas da universidade, tava doando a minha alma, dedicando cada minuto do meu tempo pra tentar cumprir com todas as obrigações que tinha que fazer até o semestre terminar.

Dei uma parada nas minhas outras atividades, pedi aos meus amigos paciência, estava em um alto nível de Extress, minha vida literalmente virou de ponta a cabeça.

Mas tinha algo martelando na minha cabeça durante esse tempo inteiro:

Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade. Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, que faz debaixo do sol? ( SALOMÃO, Eclesiastes1, 2-3)

É claro que temos que nos preocupar com trabalho, com o pão, com o conhecimento, mas na real? vale a pena as coisas que deixamos de fazer ou que fazemos em prol disso? As vezes nos perdemos tanto em nossos compromissos, ou naquilo que elegemos ser essenciais, que ficamos instáveis quanto a nós mesmos. Eu poderia ter morrido esse mês, poderia ter perdido um familiar. E de que adiantou todo esse esforço? de que adiantou eu me isolar, brigar com quem briguei, pra poder ficar lendo 30 livros, escrevendo 1001 hipóteses pra ajudar a sociedade se tava perdendo aos poucos as pessoas quem eu amo, minha fé, minha vida.

Todo exagero é desnecessário. Eu passei a minha vida tentando manter um equilíbrio entre minhas obrigações e as coisas que gosto de fazer, mas em questões de minutos, eu me perdia, me envolvia demais, e o motivo pelo qual estava fazendo as coisas, sumiam ou morriam no processo. Já escrevi aqui no blog dois textos sobre as coisas pelas quais valem a pena viver. Creio que seja porque eu esteja em um momento em que esqueço-me delas constantemente. Outro dia um amigo me perguntou porque eu compunha músicas – Não Sei! – Respondi. A verdade é que até hoje eu não sei o porque, mas é algo que me faz bem, e as vezes eu me sinto na obrigação de fazer, e depois fico preocupada com o que as pessoas vão achar da música, e me cobro, me forço, me perco.

Vou me propor um exercício diário. Acordar, e antes mesmo de levantar, em minhas orações listar as coisas que julgo ser importantes para mim, refletir se são mesmo, e caso necessário, reelabora- las. Como tenho fé em Deus e em Cristo, pedirei auxilio a Eles para que tudo ocorra da maneira com lhes aprouver. E ainda que você não compartilhe da mesma fé que eu, te aconselho a praticar o mesmo exercício, ainda que não em orações, mas em um momento de meditação consigo mesmo. Que paremos de viver a vida ao acaso, que paremos de nos perder em coisas aparentemente necessárias e esqueçamos de viver em comunidade, de amar o próximo, de sorrir. Que valha a pena.

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2 comentários sobre “Vaidade

  1. Tem algum tempo que leio o blog por ser normal, por ser baiana – confesso – e a sua realidade não está tão longe da minha, em n sentidos. Inclusive nesse texto não pude deixar de me ver, tudo é vaidade e isso entra tudo que eu faço, vivo numa guerra: fazer ou não fazer, isso realmente tem alguma relevância? Por exemplo, as vezes me sinto muito mal em assistir séries, porque acho que isso rouba o meu tempo e eu poderia estar fazendo outra coisa, conversando, amando meus amigos, namorado, família, desconhecidos. Poderia está cumprindo o ide, porque o tempo passa e a minha vaidade vai ficar para trás (graças a Deus, né? rs :D), meu namorado diz que a vida é uma questão de equilibrio, no entanto até agora não conseguir achar uma linha de raciocino, uma lógica pra seguir então atualmente entro em crise, fico de boa, oro, melhoro e não sei lidar muito com as coisas, tenho levado as vezes esse dilema: minha dor, não é Sua dor, ou seja, quando entro em crise (por x consequências, mas focando na minha falta de equilibro e vaidade kkk) penso que toda a minha situação não se compara ao seu sofrimento por me amar, isso é meio que tenta me anestesiar. Bom, eu acabei desabafando, mas gostei muito texto, principalmente por sua escrita ser intimista e verdadeira.

    Não sei se entendeu meu comentário, mas é sempre bom deixar né? kkk

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    1. Obrigada Nicole! Que delícia ver teu comentário é exatamente isso que busco no blog. Compartilhar a vida, visões, procurar alguém pra abraçar e falar: “é essas coisas também rolam comigo” ou “sei o que é isso” ou até mesmo ” descordo, penso de outro jeito” mas pessoas que amem a vida e reflitam sobre ela. Muito obrigada?

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