Um Breve Pulsar

Deixei meus passos me guiarem em um cemitério secular, em tantas vidas, em tantos sonhos, em tantos beijos e paixões. Sou só mais um cadáver futuro.

Olhei pra cada vida ali lembrada, e tracei um paralelo com minha vida, talvez essa moça chamada Teresa, tenha nascido em um lar quente e familiar como eu, e teve sua primeira paixão aos 14 anos não correspondida, sofreu como eu sofri, superou como se supera uma paixão e conheceu o amor de verdade aos 19 anos. Talvez essa moça que se chama Ana, tivesse beijado a primeira vez aos 13 anos, tenha feito bem-me-quis em varias flores de algum jardim que ficava no caminho da sua escola esperando que alguém a amasse até o fim de sua vida. E essa Maria aqui, talvez ela tenha alimentado aquela necessidade de querer ser algo importante pra alguém,e talvez tenha sido, aquelas heroínas anonimas na vida das pessoas que a velaram aqui.

Percebi que são tantas histórias sepultadas em um cemitério, cada qual em seu tempo, em seu contexto. Tantas chances, tantos instantes. E eu aqui perdendo cada vez mais um pedaço da minha alma por coisas que deveria ter feito, atitudes que deveria ter tomado, algo que poderia ter tido. ” ah se fosse eu”, “ah se eu tivesse no lugar daquele ser humano”, me esquecendo que cedo ou tarde, minha história será mais um memorial em um cemitério secular.

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Recuperei meus passos em milímetros de segundos.
Agarrei os meus problemas e pensamentos
E sai pra viver.
Eternizar minha alma.

Inspirado na musica “Idade do Céu” de Paulinho Moska

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